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IPDAL e Konrad-Adenauer-Stiftung apresentam publicação sobre o futuro do multilateralismo no âmbito do XV Encontro Triângulo Estratégico

O Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL), em parceria com a Konrad-Adenauer-Stiftung, apresentou a publicação The Future of Multilateralism: From Commitment to Delivery in a Contested Multipolar Order, um estudo dedicado aos desafios do multilateralismo num cenário internacional marcado pela rivalidade estratégica, pela fragmentação política e pela dificuldade crescente em transformar compromissos diplomáticos em resultados concretos.

Da autoria de Afonso Vilan e Miguel Inácio, a obra defende que o principal desafio do multilateralismo contemporâneo não é a sua irrelevância, mas sim a sua capacidade de desempenho e adaptação. “The problem is not declining participation but declining performance”, sublinham os autores, numa análise centrada nas limitações estruturais das instituições multilaterais e na necessidade de reformas orientadas para a eficácia da governação global.

A publicação serviu de enquadramento conceptual para a XV Edição do Encontro Triângulo Estratégico: América Latina e Caraíbas – Europa – África, que decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa, reunindo representantes políticos, diplomáticos, académicos e especialistas internacionais para debater o futuro da cooperação multilateral num contexto geopolítico cada vez mais complexo.

Ao longo do encontro, foram discutidos temas como a reforma das instituições internacionais, a crescente fragmentação da ordem global, os desafios da segurança internacional, a governação digital, as alterações climáticas e o papel estratégico das relações entre a Europa, África e a América Latina e Caraíbas.

O estudo apresentado pelo IPDAL e pela Konrad-Adenauer-Stiftung contribuiu para enquadrar os debates do encontro, defendendo que o sistema multilateral atravessa uma crise de desempenho e não de participação. Entre os principais desafios identificados estão a paralisia nos processos de decisão, os bloqueios institucionais, os défices de representatividade e a dificuldade em implementar compromissos internacionais de forma eficaz.

A obra propõe ainda reformas concretas para reforçar a eficácia das instituições multilaterais, incluindo mecanismos de decisão mais flexíveis, maior representação do Sul Global, sistemas de monitorização mais transparentes e uma aposta num “Multilateralism 2.0”, assente na inovação tecnológica e em modelos de cooperação mais adaptáveis.

A XV Edição do Encontro Triângulo Estratégico voltou assim a afirmar-se como uma plataforma de diálogo internacional dedicada à aproximação entre as três regiões, promovendo a reflexão estratégica sobre os desafios globais contemporâneos e sobre o futuro da governação internacional.