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Presidente do IPDAL comenta as principais tendências comerciais da Região América Latina e Caraíbas, no ano 2015.

Os vários dados sobre as tendências comerciais para 2016 na América Latina e Caribe, demonstram que não será neste ano de 2016 que haverá uma recuperação das exportações. Tudo porque aquilo que motivou o abrandamento das exportações nos últimos 3 anos se vai manter este ano. Assim não se esperam aumentos nos preços das matérias primas e as economias fortemente importadoras da América Latina como os Estados Unidos da América e a Europa terão crescimentos modestos.  Também a economia da China vai sofrer uma pequena desaceleração (no mesmo sentido dos últimos anos). O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), por exemplo, recomenda aos países da América Latina e Caribe que diversifiquem os seus mercados e que apostem em acordos de comércio livre além de uma forte aposta no mercado intraregional.

 

Quanto ao balanço de 2015 assistiu-se a uma queda de 14% nas exportações no continente latino americano. Se analisarmos as subregiões chegamos a números diversos. Assim os países da América do Sul tiveram uma queda de 21% nas exportações – países que exportam essencialmente matérias primas- enquanto os países da América Central tiveram uma quebra de 7%, o México – segunda maior economia da região – uma diminuição de 4% e os países das Caraíbas uma quebra de 23%. Em toda a Região só 2 países viram crescer as suas exportações: El Salvador (+6%) e Guatemala (+2%). Já os países que tiveram as maiores quebras são precisamente aqueles que exportam essencialmente hidrocarbonetos: Venezuela (-49%), Colômbia (-35%), Bolívia (-32%), Equador (-28%) e Trinidad e Tobago (-27%).

 

As exportações da América Latina e Caribe para a China tiveram uma diminuição de 14%; caíram 7% para os Estados Unidos da América, caíram 18% para a Europa e as exportações intraregionais também se reduziram em 19%. Em matéria de produtos em 2015 a queda dos preços foi impressionante: a soja (-26%), o açúcar (-26%), café (-20%), petróleo (-50%), ferro (-44%) e o cobre (-18%).

 

PAULO NEVES