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Atendendo às fragilidades estruturais e conjunturais das economias africanas, a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) pede uma resposta realista.

A UNECA aconselha os países africanos a dar estímulos à economia com a injeção de dinheiro, público e privado, apoiando-se num certo alívio fiscal. Ao mesmo tempo, à escala internacional, é pedido um novo perdão das dívidas aos países credores.

Eis algumas das medidas tomadas pelos Estados e instituições no continente:

  • Marrocos recebeu 450 milhões de euros da União Europeia para a adoção de medidas sanitárias e económicas.
  • O Banco africano de desenvolvimento colocou à venda 3 mil milhões de dólares em obrigações, através de um novo fundo chamado Fight Covid-19 Social bond.
  • O Banco público da Etiópia anunciou uma injeção de 418 milhões de dólares nos bancos privados.
  • A Associação Profissional Tunisina de Bancos e Instituições Financeiras, segundo o seu presidente Habib Gouider, fará uma contribuição de aproximadamente 32 milhões de euros.
  • O United Bank for Africa doou 12 milhões de euros, por meio da sua fundação.
  • O Presidente da República da Tunísia, Kais Saied, pediu um adiamento de três meses dos reembolsos dos empréstimos para os funcionários e empregados dos setores mais vulneráveis.
  • O Banco Árabe de Desenvolvimento Económico de África (BADEA) decidiu alocar 100 milhões de dólares para apoiar os esforços dos países da África Subsaariana.
  • O Banco de Desenvolvimento da África Ocidental decidiu emprestar 15 mil milhões de francos CFA (23 milhões de euros) a cada um de seus oito Estados-Membros e congelar as dívidas desses países, estimadas em 76,6 mil milhões CFA.
  • O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa anunciou o encerramento das minas do país, por um período de 21 dias.
  • O Banco central da República Democrática do Congo reduziu a taxa de juro de referência, de 9% para 7,5%.
  • O Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank) anunciou uma linha de crédito de 3 mil milhões de dólares para apoiar empresas dependentes do comércio internacional.
  • O Banco Central do Quénia reduziu sua taxa de referência em 100 pontos-base, acima do esperado, para 7,25%, e reduziu o índice de reserva de caixa dos bancos comerciais para 4,25.

O continente conseguiu adotar medidas de emergência, mas falta ainda desenhar e implementar uma resposta continental para o pós COVID-19. As medidas tomadas até ao momento são sobretudo de contenção das consequências, não um plano de desenvolvimento económico.

 

Fontes: