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Em 2018 espera-se um crescimento significativo das economias a nível global, em particular nas emergentes.

A aceleração dos países em desenvolvimento, que recomeçou em 2017, continuará no novo ano, atingido um crescimento de 4.8%, tal como podemos observar no gráfico abaixo.

Selected regions and countries: gross domestic product growth, 2016-2018

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Fonte: Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC).

 

Os fatores explicativos para a expansão das economias dos países Latino Americanos e Caribenhos em 2018 são ao aumento das exportações e ao valor dos preços dos bens comuns.

Em 2017 observámos um aumento de 13% nos preços dos bens comuns, e é esperado que em 2018 se mantenham assim. Se isso se verificar, os preços ficaram mais favoráveis do que nos anos anteriores.

Além disso, a América Latina e as Caraíbas continuarão a beneficiar das baixas taxas de juro internacionais, da reduzida volatilidade financeira e diminuição das perceções de risco. Tudo isto representa uma vantagem significativa no crescimento das economias destes países.

Apesar de as taxas de crescimento ainda se manterem abaixo dos níveis alcançados antes da grande crise financeira, à medida que a economia mundial se desenvolve, também os volumes de comércio global fortalecem.

Latin America and the Caribbean (selected countries and country groupings): variation in the terms of trade, 2015-2017

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Fonte: Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC).

 

O Saldo Comercial alterar-se-á positivamente devido ao fortalecimento das exportações. Neste sentido, independentemente das importações terem aumentado 4% em 2017, na América Latina, esse valor foi totalmente compensado pelas exportações, que cresceram cerca de 11%, devido ao aumento dos preços dos bens comuns, e à recuperação não só da atividade económica, mas também do comércio tanto a nível global como intrarregional. Todos os países da região verão as suas exportações aumentar. O aumento mais visível será o do Brasil, que aumentará as suas exportações cerca de 17%.

Latin America (selected countries and groupings): projected variation in goods exports, by volume and price, 2017

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Fonte: Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC).

 

Depois de dois anos de desaceleração económica, as economias dos países da América do Sul vão crescer cerca de 0.8%. No conjunto das economias latino-americanas, para Cuba, República Dominicana, e Haiti, prevê-se uma taxa de crescimento de 3.3% este ano. No que diz respeito aos países de língua inglesa e holandesa das Caraíbas, estes indicam taxas médias de crescimento de 0.1% em 2017, um facto que reflete os danos causados pelos furacões Irma e Maria em alguns países da região.

Ainda que se verifique um geral crescimento económico nos países da região, a taxa de desemprego aumentará de 8.9% em 2016 para 9.4% em 2018. Sendo nos espaços urbanos que este valor se agrava mais. Este fator explica-se devido à simultânea diminuição da oferta de emprego, e aumento do número de pessoas que procura trabalho (taxa de participação).

Dado que o emprego assalariado se caracteriza por maiores níveis de qualidade do que outras categorias de emprego, a qualidade média de emprego deteriorou-se de novo na região.

Urban participation, employment and unemployment rates, rolling years

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Fonte: Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC).

 

Espera-se também que em 2018 as taxas de juro internacionais permaneçam baixas. Isto criará uma excelente oportunidade para os países da América Latina e Caraíbas aumentarem o seu espaço de política económica, de forma a sustentar a fase expansiva do crescimento económico.

 

 

A atividade económica está, claramente, em expansão. Deste modo, as perspetivas são de um crescimento positivo do PIB na região, que já começou em 2017, e se mantem em 2018.

Latin America: GDP growth rates and contribution by expenditure components to growth, first quarter of 2013-third quarter of 2017

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Fonte: Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC), on the basis of official figures.

 

 

É estimado que, em 2018, a taxa de PIB da América Latina e Caraíbas aumente 2.2%, o que é um aumento substancialmente alto comparado com o de 2017 (1.3%). Além disso, espera-se que a atividade económica se fortaleça num conjunto de países da América Latina e Caraíbas, incluindo o Chile (2.8%), Colômbia (2.6%) e Peru (3.5%). O Panamá será o país Latino-americano com a maior taxa de crescimento (5.5%), seguido da República Dominicana (5.1%) e Nicarágua (5.0%).

Com a exceção de Cuba (1.0%), Equador (1.3%) e Venezuela (-5.5%), todas as economias da América Latina irão expandir-se entre 2% a 4% em 2018.