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O presidente da TAP , Fernando Pinto, destacou, em entrevista publicada hoje pela ‘Gazeta Mercantil’, a importância do acordo de partilha de voos (‘code share’) com a TAM, a maior companhia brasileira.

Esta parceria será colocada em prática a partir de Julho e a expectativa é de que ocorra um aumento de 10 000 passageiros por ano para as duas empresas, noticia a agência Lusa.

"Poderemos servir vários destinos no Brasil e na América do Sul. Além disso, vamos poder oferecer aos nossos clientes maior conforto, pois, a malha da TAM é muito extensa e tem várias opções de horários, o que facilita a venda dos bilhetes", assinalou Fernando Pinto.

O executivo lembrou que o volume de tráfego para o Brasil é muito grande e que, no ano passado, a companhia transportou mais de 845 mil passageiros nos 48 voos semanais para o Brasil, um crescimento de 18% face a 2005. Somente na região Nordeste, o aumento foi de nove por cento para cerca de 430 mil pessoas. O acordo entre as duas companhias aéreas prevê também uma integração nos sistemas.

"A passagem de Lisboa a Belo Horizonte, por exemplo, virá com o código TAP. Por isso, a necessidade de se iniciar o acordo em Julho, para dar tempo para a integração das companhias", explicou Fernando Pinto.

O programas de fidelidade da TAP e da TAM serão igualmente e interligados. A TAP é a companhia europeia líder da operação no Brasil, com o maior número de voos deste país para a Europa, partindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal.

A partir do dia 19 de Julho, a TAP contará com mais cinco frequências semanais partindo de Brasília para Lisboa, atingindo um total de 60 frequências semanais entre os dois países. "É um mercado de grande potencial turístico, de enorme interesse dos europeus.A ideia é criar um novo ‘hub’ para distribuição de passageiros no Brasil e utilizar o aeroporto de Brasília", disse Fernando Pinto.

Questionado sobre os motivos que levaram a TAP a ter uma participação de 90% na brasileira VEM Manutenção e Engenharia, negócio anunciado no mês passado, o presidente da transportadora aérea portuguesa justificou que a TAP Manutenção e Engenharia já estava com a capacidade saturada.

"Não tínhamos mais espaços para crescer. Então optamos por procurar alternativas e a VEM foi a melhor", disse.

Fernando Pinto explicou que 50% dos serviços realizados pelo centro de manutenção da TAP são para grandes empresas internacionais que operam também no Brasil e que, diante do crescimento da aviação comercial no mundo, era fundamental haver uma expansão.

"A manutenção é um negócio forte para a companhia. Para se ter uma ideia, representa 10% da facturação global do grupo. No ano passado, o segmento teve receitas de 200 milhões de euros", afirmou.

Diário Económico de 17 de Maio 2007