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O Prémio Nobel da Paz 2016 foi atribuído ao Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo seu esforço em negociar uma solução pacífica para o fim do conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

As confrontações entre o Estado colombiano e as FARC duraram oficialmente 52 anos e custaram a vida a pelo menos 220 000 pessoas, tendo causado ainda mais de 6 milhões de deslocados. O Prémio Nobel tem então como objetivo felicitar e encorajar o Presidente Santos pelo esforço dedicado ao Acordo de Paz assinado com a guerrilha.

O Comité Nobel Norueguês declarou que a distinção tem como objetivo homenagear o povo colombiano, que apesar das gr andes dificuldades e dos abusos por que passou, nunca perdeu a esperança e sempre pugnou pela paz. Pretendeu-se ainda homenagear os partidos políticos e os vários atores que ajudaram no processo de paz, bem como as vitimas que resultaram do conflito.

Nesta distinção feita ao Presidente Juan Manuel Santos, o Comité pretende ainda “encorajar todos aqueles que lutam por conquistar a paz, a reconciliação e a justiça na Colômbia” e dar ao Presidente ainda mais força para lutar por esta causa até ao fim do seu m andato.

“É esperança do Comité que nos próximos anos o povo colombiano colha os frutos do processo de reconciliação e paz que ainda decorre”, acrescentou também o Comité, realç ando a importância do Acordo de Paz e da continuação dos esforços para chegar a um Acordo que seja aceite pela maioria do povo colombiano.

O Comité Nobel norueguês selecionou o Presidente de um total de 376 c andidatos, um recorde de c andidaturas.

O nome de Juan Manuel Santos irá ficar assim, para sempre, na companhia de outros históricos construtores da paz na região, como Carlos Saavedra Lamas, Adolfo Pérez Esquivel, Oscar Arias ou Rigoberta Menchú Tum.