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A Comissão Económica das Nações Unidas para a América Latina (CEPAL) prevê que as economias mais próximas dos Estados Unidos registem níveis positivos de crescimento económico.

Entre os países sul-americanos, a Bolívia liderará os índices de crescimento do PIB, registando uma taxa de 4.4%, seguida do Paraguai com 3.3% e da Colômbia com 2.9%. O Peru irá crescer 2.4% e o Chile 2.1%. Para a Argentina, é previsto um crescimento de 1.6% e o Equador ficará pelos 0.4%, de acordo com a CEPAL.

No entanto, devido ao clima desfavorável em algumas das principais economias da região, a CEPAL reviu em baixa a sua última previsão para o conjunto de países da América Latina e Caraíbas, que se estimava num crescimento de 0.5%, para um crescimento negativo de 0.3%, em 2015.

O cenário para 2016 já volta a ser optimista, com uma previsão de crescimento de 0,7%.

A desaceleração de 2015 é explicada por fatores internos e externos: destaca-se, por um lado, a quebra na procura interna, e, por outro, o baixo crescimento dos países desenvolvidos, a par da desaceleração das economias emergentes, nomeadamente a China. As economias latino-americanas poderão ainda ser afetadas pelo fortalecimento do dólar, pela crescente volatilidade dos mercados financeiras e pela queda acentuada dos preços das commodities.

Para enfrentar este panorama, a CEPAL destaca a necessidade de reverter o declínio da taxa de investimento e da menor contribuição da formação bruta de capital para o crescimento.

“Estimular o investimento é a chave para mudar o atual abrandamento e para alcançar um caminho de crescimento sustentado e sustentável a longo prazo”, segundo a CEPAL.