América Latina e Caraíbas

Considerações Gerais

A região América Latina e Caraíbas é uma das zonas do Mundo com maiores níveis de crescimento económico e desenvolvimento sociopolítico, que partilha com Portugal uma afinidade histórica, um património linguístico e cultural, bem como uma identidade comum.

Parte do continente americano, a região da América Latina e Caraíbas é constituída por 33 países: Antigua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Equador, Grenada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Grenadinas, Suriname, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Compreende um território de mais de 20 milhões de km² (mais do dobro da Europa) , 600 milhões de habitantes, dos quais 79% vivem em cidades, com um Produto Interno Bruto de 6 biliões de dólares e um PIB per capita que ronda os 10 mil dólares (dados do Banco Mundial).

As cinco línguas oficiais são o português, exclusivamente pelo Brasil, o francês, apenas pelo Haiti, o inglês, por Antigua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominicana, Guiana, Grenada, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Grenadinas e Trinidade e Tobago, o holandês, no Suriname, e o espanhol, nos restantes países – refira-se ainda o caso do Guarani, que é também língua oficial do Paraguai.

O maior e mais populoso país da região é o Brasil, com 8,5 milhões de km² e 202 milhões de habitantes – trata-se do quinto maior país do Mundo e o sexto mais populoso. Tem 7.500km de fronteira marítima com o Oceano Atlântico e 10 fronteiras terrestres: Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. É também a maior economia latino-americana, tendo atingido em 2013 a sexta posição na lista dos países mais ricos do Mundo, à frente do Reino Unido e depois dos Estados Unidos da América, China, Japão, Alemanha e França.

Dentro do subcontinente, as maiores economias, a seguir ao Brasil, são: México, Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e Chile.

Devido à abundância de recursos energéticos, hídricos, minerais e agro-pecuários, as principais exportações da região são commodities: produtos agro-alimentares, petróleo, minérios e outros recursos naturais.

Os anos 90 e a primeira década de 2000 caracterizaram-se por um ambiente de estabilidade governativa e crescimento económico, em que a generalidade dos países conheceu importantes progressos sociais e políticos: amadurecimento das suas democracias, e respetivas instituições, aumentos das exportações, desenvolvimento económico global e modernização de cadeias de valor, crescimento sem precedentes da chegada de Investimento Direto Estrangeiro, implementação de tecnologia nos seus processos produtivos, desenvolvimento de infraestruturas, aumento dos investimentos públicos em educação, saúde, habitação e serviços básicos, diminuição da pobreza e das desigualdades, expansão das classes médias e do consumo interno, quedas acentuadas nos níveis de desemprego e indigência, além duma tendência global para o aumento dos níveis de segurança.

De assinalar ainda a paz regional como um dos ativos mais relevantes da América Latina e Caraíbas, bem como as suas características demográficas: população jovem, em idade laboral, e com altas taxas de natalidade.

É convicção do IPDAL que a América Latina e Caraíbas são uma região de futuro, que poderá desempenhar um papel chave no quadro das relações externas de Portugal, tanto a nível económico como político e geo-estratégico.